Intervenções psicossociais de baixa complexidade
Esse é um tema abordado na UNASUS, sobre intervenções psicossoais em transtornos comuns à unidade básica de saúde.
Por serem consideradas intervenções de baixa complexidade, as intervenções psicossociais abaixo podem ser realizadas diretamente pela equipe da APS, isto é, não dependem da atuação de um especialista em saúde mental.
Foco nos fatores precipitantes, na compreensão dos sintomas e no desenvolvimento do autocontrole. De preferência em grupo, com um máximo de 12 participantes e duração de 1-2 horas por sessão. Exemplo de temas importantes de serem abordados nas atividades de psicoeducação para pacientes com depressão e ansiedade.
Os transtornos mentais são um problema muito comum e que pode acometer qualquer um. As pessoas com transtornos mentais tendem a ter opiniões infundadas sobre si mesmas, sua vida e seu futuro. Existem tratamentos efetivos que tendem a levar algumas semanas até os sintomas possam ceder.
A adesão ao tratamento proposto é fundamental para a obtenção de resultados efetivos e duradouros. Os medicamentos podem apresentar sintomas de retirada quando descontinuados de forma abrupta ou se omitidas doses.
São efetivos tanto para o tratamento da depressão e da ansiedade quanto para prevenir futuras recorrências.
Não interromper atividades que eram interessantes ou que davam prazer. Procurar manter um ritmo de sono regular. Realizar atividades físicas regulares. Manter regularmente atividades sociais, incluindo a participação em atividades sociais comunitárias, na medida do possível. Identificar ideias de autodestruição ou suicídio e procurar ajuda quando isso ocorrer. Para idosos e portadores de doenças crônicas, continuar a buscar ajuda para os problemas de saúde física.
Dê à pessoa a oportunidade de falar, de preferência em um ambiente privativo, pedindo para que esta diga qual o seu entendimento acerca do que está ocorrendo. Questione acerca dos estressores psicossociais atuais e ajude o paciente, dentro do possível, a abordá-los, com o auxílio de serviços e os recursos da comunidade. Avalie e maneje situações de maus tratos, abuso (ex.: violência doméstica) e negligência (crianças, idosos), identifique e envolva os membros da família que apoiam.
Programas de psicoeducação para o paciente e sua família. Seguimento e controle telefônico quando for possível. Visitas domiciliares. Grupos de autoajuda, com o apoio de um profissional da ESF Material educativo impresso para os pacientes em sofrimento e sua família. Partilhar o cuidado com algum membro da família ou ente querido. Identificação e abordagem dos fatores de risco associados (violência doméstica, sobrecarga de trabalho, multiplicidade de papéis, etc.).
Cerca de 30 minutos, 4x na semana, contribui para o alívio dos sintomas. É importante que a pessoa encontre um tipo de atividade física que considere atrativa, de forma que seja capaz de mantê-la ao longo do tempo. Estabelecer, com o paciente, um programa estruturado. Seguimento regular (grupos na unidade, telefone, agente comunitário). Aumento gradual da quantidade de atividade, podendo começar com 5 minutos 4x por semana e chegar até 30 minutos na mesma frequência
Contribuir para o autocontrole dos sintomas, contribuindo para o enfrentamento gradual de situações que desencadeiam ansiedade. Envolver a família, grupos de ajuda mútua e da rede comunitária de acordo com a realidade particular do indivíduo. Identificar as redes sociais anteriores que têm potencial para oferecer apoio psicossocial direto ou indireto (ex: reuniões familiares e de amigos, vizinhos, atividades sociais relacionadas ao trabalho, práticas de esportes, envolvimento em atividades comunitárias). Aproveitar os pontos fortes da pessoa e encoraja-la a retomar suas atividades sociais anteriores, na medida do possível.
FONTE:Clínica da Saúde Mental na Atenção Primária em Saúde - TMC, curso UNASUS.







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